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28 de abril de 2013

Resenha - Não posso me apaixonar

5:47 PM 0 Comments
       Um homem e uma mulher com um passado amoroso marcado pelo sofrimento e pela dor. Classifico o livro Não posso me apaixonar - Novo Conceito, por Bella Andre 302 páginas - como quente. Uma histórias carnal, movida pelo desejo e pela dor.

Sinopse: Gabe Sullivan é um bombeiro de São Francisco que arrisca sua vida todos os dias. E sabe, por experiência própria, que não deve se envolver com as vítimas de incêndios. Megan Harris admite que deve tudo ao heroico bombeiro que entrou no prédio em chamas para salvar sua filha de sete anos. Ela lhe deve tudo, exceto seu coração, pois, após perder o marido, cinco anos antes, jurara nunca mais sofrer por amor e pela perda. Contudo, quando Gabe e Megan se reencontram e as chamas incontroláveis do desejo se acendem, como ele poderia ignorar a coragem, a determinação e a beleza dela? E como ela poderia negar não apenas o forte vínculo de Gabe com sua filha, mas também a maneira como seus beijos carinhosamente sensuais a induziam a colocar em risco tudo o que manteve por tanto tempo? A atração entre Gabe e Megan é irresistível, e se ambos não forem cuidadosos, correm o risco de se apaixonar.

Não foi o meu primeiro romance erótico, mas foi um bom romance erótico, posso dizer que o melhor que já li. Uma leitura fluida que terminou em um dia. Gabe, o bombeiro gatão, salva a vida de Megan e sua filha num incêndio pavoroso, e a forma como aquela mulher luta pela vida lhe chamou atenção.
Megan perde tudo no incêndio, menos a vida e a filha. E ao sair do hospital, descobre que o homem que a salvou se machucou, então prontamente ela resolve visitá-lo no hospital. Ela só não contava em encontrar um quase pai pra filha e um super gatão machucadinho...
E é lógico que ela ficou super, hiper, mega encantada, porém receosa. E os sentimentos foram recíprocos, Gabe também ficou encantado que a juventude e beleza de Megan, além de super encantado com sua filha. Mas encantamento não é desejo, e impulsionada pelos anseios da filha de ir ao Corpo de Bombeiros, Megan vê aquele home encantador mais uma vez.
Como o destino é muito massa, a irmã de Gabe era uma amiga antiga de faculdade de Megan, e na visita ao Corpo de Bombeiros elas se reencontram e marcam um natal em família. Sacou???
Mas ainda não é ai que eles se enroscam, pois os dois estão super travados por seus passos cruéis, contudo, nada resiste a uma paixão avassaladora e uma menininha genial que quer que a mãe desencalhe. Pois é, uma história ardente tem início na neve, dois corpos sedentos por paixão, somente.
Como todos os adultos complicam as coisas, eles não poderiam ser diferentes, se entregavam ao prazer da carne, mas se recusavam a se entregarem ao prazer da paixão. Então o enredo gira em torno de dois adultos bobos e infantis. Super comum na realidade, né?!?!
Bom, se você quer saber se eles vão ficar junto, sugiro que compre o livro!

Por Lilian Farias

23 de fevereiro de 2013

Resenha - Preces e Mentiras

8:46 AM 2 Comments

Um livro nostálgico, lento e que traz muitas reflexões acerca de nossas ações na infância. Também pensei nas atitudes de nossos pais, quando somos crianças não os entendemos, mas na verdade, por mais que eles errem, desejam o nosso melhor. Claro que existem exceções! Bom, eu passei o livro todo especulando sobre o que aconteceria, pois a lentidão do livro dá essa expectativa, mas nada de anormal aconteceu nas páginas desta obra, contudo, internamente, ainda estou reflexiva.

Preces e mentiras, Editora Novo Conceito, de Sherri Wood Emmons, 362 páginas; nos leva uma história enterrada no passado, mas viva no presente. Não tem como fugir do que somos ou esconder um segredo de família pela eternidade, um dia as mazelas e dores que a família carrega, se não cuidadas, explodem, como uma panela de pressão!

Quando Bethany, de 7 anos, conhece sua prima de 6 anos, Reana Mae, é o começo de uma relação desajeitada que salva ambas de uma solidão profunda. Todo verão, Bethany e sua família vão de Indianapolis para West Virginia’s Coal River Valley. Para a mãe de Bethany, essas viagens até lá a lembram de sua infância pobre e composta por minas de carvão, um lugar do qual ela desejou escapar. Mas seus amados familiares e a amizade de Bethany e Reana Mae continuavam trazendo lembranças. Mas conforme Bethany cresce, ela percebe que a vida nessa comunidade pequena e unida não é tão simples quanto pensava... que as cabanas na beira do rio, que guardam muito da história de sua família, também geram fofocas escandalosas... e aqueles mais próximos a ela guardam segredos inimagináveis. No meio das florestas densas e da beleza silenciosa do vale, esses segredos estão finalmente sendo revelados, com uma força suficientemente devastadora para acabar com vidas, fé, e a conexão que Bethany pensou que duraria para sempre.

Bethy vive numa bela casa e com uma família aparentemente feliz. Só aparentemente, pois essa família é assolada por várias histórias de tristeza, sofrimento, violência, mortes e traições. Mas isso não impede que Bethy seja uma menina meiga, doce e educada, apesar de atormentada pelo demônio da irmã, Tracy.

3 de fevereiro de 2013

[RESENHA] A vida em tons de cinza

3:22 PM 2 Comments

Creio que o livro mais intenso e visceral que li em 2012, A vida em tons de cinza Ruta Sepetys, Editora Arqueiro, 240 páginas. Uma parte da história pouco falada, escondida, bem como muitos outros fatos que envolvem os lideres históricos. Entre Hitler, Stalin e Vargas a única diferença é a certidão de nascimento e o espaço geográfico.

Os fanáticos buscam o poder e para tal não importa quantos terão que morrer. A vida humana, mostra a história, é banalizada em prol de uma necessidade capitalista e mesmo que esta esteja maquiada de comunismo, socialismo ou coisa parecida, pessoas inocentes pagam para que um imbecil tenha seu nome perpetuado na história!

O pior é que tais atrocidades não fazem parte do passado, até podem continuar no anonimato, mas ainda é viva e presente. Ainda existe trabalho escravo, prostituição infantil, neonazistas, medo, fome, miséria e guerras, mulheres violentadas e agredidas... às vezes, confesso, chego a desacreditar no amor.

A vida em tons de cinza me rançou muitas lágrimas, ainda consigo visualizar as cenas descritas no livro com tanta propriedade. A extinta União Soviética para existir precisou exterminar culturas, povos, amores, famílias... e, diga-se de passagem, um nascimento não justificado.