By imagem jois85
Vamos bater um papo sobre gênero. Às vezes é comum, mundo afora, encontrar pessoas com um hábito, bizarro, de na hora da leitura não conferi o gênero que debruça sob os olhos. Cada gênero textual tem uma finalidade discursiva. Uma intenção ao ser proferido! Caso o leitor não respeite tempo, espaço e corpo físico do texto a leitura poderá ser comprometida.
Vamos para um exemplo clássico: a leitura que você faz de sua mãe (para quem tem mãe) possivelmente não será a mesma leitura que você fará de seu vizinho. Como assim? Ora, pressupõe-se que você ama a sua mãe e que o sentimento que você nutre pelo vizinho não é o mesmo amor. Até pode amá-lo, mas será que é como ama sua mãe? Você mora e/ou morou com a sua mãe, mas não com o vizinho... Se você brigar com a sua mãe, existe uma possibilidade muito grande de vocês voltarem a trocar amores, mas se brigar com o vizinho as possibilidades são bem menores. Viu que não é a mesma coisa?
E não é diferente com os gêneros textuais. Não dá pra ler uma crônica como se estivesse lendo um romance. Ou uma poesia como se estivesse lendo uma novela. Como assim?
‘Uma rosa é uma rosa é uma rosa.’




